Há tempos venho pensando nessa receita "pazza" de fazer um spaghettini com couve. Um lembra o outro no formato. Adoro os dois, ela refogada, como salada e até como suco. Show, Ele nem se fale só não gosto crú. Pois hoje foi o dia. Caprichei nos ingredientes e deu tudo certíssimo. Experimente.
Pique 4 dentes de alho dos pequenos que têm sabor de alho, os grandes, chineses, são bons para fotografar mas gôsto mesmo, nada. Um toque de Azeite, sempre extra-virgem e novo. Eu usei este MARAVILHOSO Sassicaia que ganhei do Rogério D'Avila, ainda tem lá na Ravin pra vender...
Abri uma garrafa do meu adorável Sauvignon Blanc do De Lucca da safra 2006 que tinha uma parcela botrytisada (ele não faz mais assim LAMENTÁVELMENTE), acho que ainda há garrafas dele lá na Premium, coloquei a couve para uma rápida refogada nesse alho que começava a dourar enquanto o sapaghettini De Cecco que você compra na Aurora, cozinhava.
Quando cotto "al dente" mistrurei tudo com manteiga President, queijo Parmigiano Reggiano ralado e um outro toque do Azeite Sassicaia... Madonna Mia di Sapri!!!! Salute!
Vejo um comercial como este, bem produzido, simpático, jovem, sedutor e fico pensando quando é que veremos materiais assim em nosso país. O perfil socio-econômico do brasileiro permite um consumo dez vezes maior do que temos hoje. Vou repetir: DEZ VEZES, aliás é o que vende a cerveja Premium no Brasil, afinal ela tem a seu favor a "cultura" de consumo que o vinho não tem e principal, ela ANUNCIA.
Fui comer um franguinho grelhado com legumes no forno a lenha no Figueira Rubaiyat. Pedi um Pazo de Rivas, ótimo vinho que a familia Iglesias produz na Espanha e importa para seus restaurantes. Show.
Chega um amigo que gosta tanto de vinhos nacionais como eu, senta-se e resolvemos pedir mais uma garrafa e arriscar um brasileiro. Encontro na carta um Cave Antiga Sangiovese de 2004! marvilha, vamos arriscar, não conhecia.
Não gostei do rótulo, mas arrisquei o vinho de Cotiporã, mais pela idade, vinho brasileiro fica MUITO melhor com a idade, um dia vão descobrir isso. Abrimos e estava simplesmente delicioso. Mais denso que um sangiovese toscano, mas com a pegada de acidez da casta, um nariz maravilhoso misturando a fruta madura com aquela casaca de mixirica e a poeira de terra tão brasileiras de nossos vinhos sinceros.
Adorei e recomendo, ainda existem umas garrafas dele por lá, é dos mais em conta na carta. Procurando no site deles, vi que têm Bag-in-Box, mas lamentavelmente não do Sangiovese. Vá ao Figueira e arrisque, o franguinho também, da fazenda do Belarmino. E o melhor do dia, meu amigo ofereceu a conta. Êta segunda feira de sorte.
Eu tive o privilégio de provar um tannat de vinhas velhas da Aladén (quando teremos um Riesling puro de vinhas velhas da Almadén?), que ainda está em barrica e acho que vai dar o que falar. Aliás, já tinha provado esse vinho em novembro quando estive lá e fui maravilhosamente recebido com o grupo de degustadores do Concurso Mundial de Bruxelas. Veja o vídeo.
A Miolo vai estar no Salón del Vino Fino do Conrad agora em janeiro, uma pena eu não poder estar com meus queridos amigos e competentes produtores uruguayos. Espero que a Miolo leve umas garrafinhas desse tannat aos "experts" no assunto e recolham opinião. Êta pampa gaucho heim tchê!, também é quase Uruguay...
Estou ansioso para chegar julho quando a Confraria dos Sommeliers irá confrontar os tannats do Uruguay com os tannat brasileiros. Vamos ver o que dá.
ABBA ganha mais uma para seus Associados, que continuam com o direito de comercializar os vinhos importados por elas SEM O SELO FISCAL. O Ministro Presidente do STJ acolheu os argumentos da entidade e INDEFERIU o pedido de SUSPENSÃO de SEGURANÇA formulado pela Fazenda Nacional.
O fato ocorreu no dia 17 agora às 15hs.
PROCESSO: SS 2537
UF: DF
REGISTRO: 2011/0299779-2
NÚMERO ÚNICO : 0299779-69-2011.3.00.0000
Se conseguir o despacho completo prometo publicar.
No evento do Primum Familiae Vinum, ano passado em São Paulo, Valeska Müller foi a mais discreta entre os produtores ícones, porém foi a unanimidade em suspiros da platéia... Seus vinhos estão na Ravin, fale com o Gordo...
Foi sensacional o domingo chuvoso com vinhos naturais e os filhos em volta, apertados na pequena sala de minha casa atual. Nazira quebrou o calcanhar e agora eu sou uma espécie de marido enferemiro, cuidando dela e com a agenda de pernas para o ar. A vista dos filhos foi reconfortante e pudemos abrir alguma garrafas maravilhosas entre salames, pão italiano, queijos da Serra das Antas, Suit Picles, Erva Doce, Azeitonas, Sardela, etc.
Esse espanhol Tres Uves (veja abaixo a Lis falando dele) que a Lis e o ramatis trouxeram do Le Vin en Tete é exepcional, das castas Vigiriega, Vermentino e Viognier, as castas são fermentadas em separado em barricas de madeira eslavonia e depois do assemblage evoluem em tanques de aço. O vinho é um super show, com notas de flor de camomila, feno maduro molhado e bala de cevada, aliás como quase todos os brancos naturais ou biodinâmico que provei. Curioso isso.
Depois abri minha garrafa de Chardonnay Zero Fvulvia 2009 de Marco Daniele. Vinho de respeito. Estava curioso pois provei deste vinho no Laboratório Paladar de tres anos atraz e adorei. Era muito diferente de tudo, intrigante, mas depois da preciosidade espanhola, fiqui apreensivo, qual nada, agora ele evoluiu, perdeu um pouco da acidez, mas ganhou MUITO em aromas e sabores que não tinha à é poca, as flores murchas, aquele azedinho de garapa, a flor de camomila, o feno, cevada, muito bom. Um vinho único que surpreendeu a todos, longo e delicioso. Uma pena ter uma garrafa apenas.
O Fvlvia Pinot Noir 2009 como sempre um grande arraso. Um perfeito Bourgogne que já cansei de elogiar. Depois fomos a uma preciosidade, um Cabernet Sauvignon 2002 do Marco Daniele, sem rótulo, com uma etiqueta que dizia apenas: Cabernet Sauvignon - Longo envelhecimento, rolha duplo disco, engarrafado em 14/02/2003. 100 garrafas.
Inacreditável, o vinho não tinha tipicidade de Cabernet Sauvignon, estava mais para um assemblage de Cabernet Franc com Pinot Noir, nariz intrigante, super mineral, frutas frescas, traços de jabuticaba, depois apareceu um traço de fruta em tacho de cobre cozinhando para fazer geléia e mais adiante a sapidez incrível, uma alga, um vongoli fresco tirado da areia a beira mar. Um show de delicadeza na boca, um vinho delicado e sedutor, sem corpulência nem musculatura, fino, pareceia mais um "Entre Deux Mer" que um vinho gaucho. Esse Marco Daniele merece atenção. Abaixo a Lis falando do TRES UVES.
4 anos de Enoteca Saint Vin Saint, não perca esta balada
Dia 21 às 21hs., o melhor programa a R$ 50,00!!
A Lis e o Ramatis sugerem a balada de comemoração dos 4 anos da Enoteca Saint Vin Saint. Por R$ 50,00 você poderá curtir diversos vinhos e comidinhas delicosas, sorteio de brindes e muita gente legal que sabe curtir o que é bom e autêntico.
A festa começa na noite do dia 21 às 21hs., e vai noite a dentro para a contagem regressiva para o dia 22 que é a data de inauguração da Enoteca e dia de seu padroeiro, Saint Vincent. É preciso reservar.
Para quem não sabe direito do que se trata a Enoteca Saint Vin Saint, basta dar uma olhadinha nos vídeos abaixo, que mostram um lugar autêntico como poucos em São Paulo. Saúde!
Jerez é uma bebida fantástica, ótimo aperitivo, curinga em harmonizações. Se quiser experimente, ele vai com tudo que é difícil a um Sommelier: alimentos amargos, picantes, ácidos, doces, untuosos, salgados.
A bebida sempre salva nos desafios mais provocantes: alcachofras, aspargos, ovos, verduras e hortaliças, picles,vinagretes, frutas frescas. Que tal? Agucei suas papilas para um Jerez?
Então saiba mais pelo Eduardo Paes de Andrade da Inovini, no vídeo abaixo, e na sequência ainda dois vídeos com o elegante venenciador Genaro Benitez da Gonzalez Byas que faz o famoso Tio Pepe. Aliás, você conhece um venenciador? Já viu ele praticando sua arte? Veja.
Adorei abrir o PALADAR hoje e beber tudo logo de manhã. Ótimo serviço do Luiz Horta com dicas de bons rótulos de Bordeaux abaixo dos R$ 100,00 o que para brasileiros parece ser barato...
Aliás sobre essa questão do preço do vinho, sugiro ao leitor o vídeo abaixo onde meu amigo Rodrigo Fonseca da Premium Wines fala de uma possibilidade pouco usada por donos de Restaurante, que poderia baratear muito o vinho para nós. No caso dele o vnho em questão é um Bordeaux branco, o Château Saint-Jean-des-Graves, Ap. Graves Cont., um corte em iguais partes de Sauvignon Blanc e Sémillon. Preços: loja R$49,00/gfa. e no Restaurante R$ 78,00.
Catálogo da Mistral agora pode ser baixado no iTunes Store, basta acessar o http://itunes.apple.com/us/app/mistral/id492076905?mt=8 e baixar todo o conteúdo inclusive com entrevistas e vídeos. O Mundo está mudando rápido.
O Caderno COMIDA da Folha de São Paulo de hoje, em matéria da minha amiga Patricia Jota, fala de Vinho Verde. Na verdade começa a falar e logo para pois com o diminuto espaço que lhe dão o assunto praticamente para ao começar. Uma pena. Mas vale ler e inclusive anotar as recomendações de bons rótulos.
Lendo, me lembrei de uma conversa com Anselmo Mendes a respeito da "agulha" aquela sensação que os vinhos verdes (não Alvarinhos) dão ao se colocar na boca. Eu adoro e fico bem chateado por ve-los diminuir cada vez mais. Não consigo entender que um vinho único em seu frescor e estilo, venha a mudar influenciado pelo mercado em vez justamente de divulgar-se como único.
Para ser um vinho branco fresco apenas há enorme variedade de concorrentes tão bons ou melhores, mas com a "agulha" só o Vinho Verde. Mas como costumo ser voto vencido e quase nunca consigo eleger meus candidatos, quase me acostumo com os fatos. Quase... Bem aqui para vocês o sincero e competentíissimo Anselmo Mendes falando da "agula" no presente e no passado. Saúde.