Blog do Didú


Quinta do Côtto a preço de custo no Bassi.

Se eu fosse você eu visitaria o Bassi (Rua Treze de Maio, 668), o Templo da Carne de Marco Bassi, aliás o primeiro a fazer carne decente em São Paulo, me lembro bem. Ele agora está oferecendo o Quinta do Côtto a R$ 54,00 (preço de custo) para quem almoçar ou jantar lá até o dia 30 de março.O preço está mais baixo que na Mistral que é a importadora dessa maravilha do Douro. Espero que arrebente e faça fila na porta pois o que falta hoje em dia é preço justo para vinhos em restaurantes. Volto a dizer. Não tem cabimento se pagar dez garrafas para se beber uma. Sempre que for a um restaurante verifique antes na internet o valor do vinho e reclame na mesa.Ou leve seu sapto enorme, peruca e nariz vermelho



Escrito por Didú às 22h43
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Ainda os Biôs

Meu amigo Luiz Horta, que está em Montalcino provando o que há de melhor em Brunellos, tem tempo para visitar outras fontes e conta em seu blog  http://blog.estadao.com.br/blog/horta/ o seguinte:

“A Revue des Vins de France publica amplo dossier sobre organicos e biodinamicos, dando a entender que já é mais que uma mera tendencia. Trata-se de um padrao inescapavel para o vinho atual e os vinicultores que teimarem em permancer nas praticas classicas de agricultura com uso amplo de quimicos vao desaparecer. Mas confirma o chilique de Glupt! num post anterior: há vinhos excelentes, medios e muito ruins em biodinamica, os critérios de avaliaçao permanecem os mesmos, não é por ser biô que um vinho é automaticamente bom.”

Quero dizer que fico muito feliz, que a terra agradece, os pássaros agradecem, todo sistema agradece, e nós seres humanos deveríamos todos agradecer, pois nada mais digno do que sair deste planeta sem danificá-lo para as gerações de nossos decendentes, não? Quanto a preocupação de ter vinhos bons, médio e ruins entre os orgânicos, biodinâmicos e naturais, lembro apenas que vinho ruim é ruim e pronto. Compra-se apenas uma vez, como qualquer outra coisa.



Escrito por Didú às 19h36
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Novidades no didu.com.br

Se você não vai ficar vendo o bloco passar na avenida, abra um bom e fresco vinho e curta as novidades no meu site que está com diversos textos que publiquei na RSVP - CARAS, ao longo dos últimos anos. Visite e aproveite é na seção Quem é o Didú   http://www.didu.com.br/Quem.aspx  Saúde!



Escrito por Didú às 19h18
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Bons uruguaios na Zahil

Recebo a informação de que Antoine e Serge Zahil estão com os ótimos vinhos Carrau em seu portfólio. Eles trouxeram o Sauvignon Blanc e o tannat da linha básica, mas com grande qualidade a R$ 33,00, o Juan Carrau Tannat de Reserva (vinhas de 25 anos de idade) com passagem por madeira e um ano em garrafa na adega antes de ser comercializado, a R$ 52,00. O Juan Carrau Pujol 1752 Gran Tradición, que "Secondo Me" é um dos melhores vinhos uruguaios que já provei, passa um ano e meio em madeira e custa R$ 82,00, experimente guardar um vinho desses uns cinco  anos e experimente. Voce não vai acreditar no resultado. e o Amat Tannat a R$ 122,00 que é o mais famoso vinho da vinícola. www.zahil.com.br



Escrito por Didú às 19h11
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Selo Fiscal 3

O Ciro Lilla me enviou este manifesto do Luiz Henrique Zanini da Vallontano, assinando embaixo e promete maiores informações:

UM VINHO BUROCRÁTICO

Não sei se você que está lendo este texto, produtor de vinho, jornalista ou simpatizante, sabe que algumas medidas estão sendo pleiteadas junto ao governo federal para a adoção de mais um controle para os vinhos. Se a medida for adotada, sem uma ampla discussão, estaremos dando um grande passo para afastarmos o nosso consumidor e prejudicar a imagem do vinho brasileiro diante dos próprios brasileiros. Como produzir e vender vinhos num país onde em vez de andarmos para frente, corremos para trás? Mais uma vez gastaremos tempo e dinheiro com medidas, que embora bem intencionadas,  pouco  contribuirão para sanar a problemática do setor vitivinícola. Em vez de nos preocuparmos com o baixo consumo do nosso produto, motivado pelo desconhecimento de sua qualidade e com a extorsiva carga tributária, nos socorremos mais uma vez no governo, pedindo  que resolva (ou que crie) mais um problema: o Selo Fiscal. Não seria melhor nos unirmos para pedir ao governo que suspenda o IPI do vinho como fez para os automóveis? Isto seria prático e rápido.

A adoção do selo para o vinho diminuirá de fato a sonegação, o contrabando e a falsificação? São perguntas que devemos nos fazer antes de instituir mais este elemento em nossas vidas de produtores. As pequenas vinícolas não podem mais pagar o preço por um  mecanismo criado sem uma prévia avaliação dos  impactos futuros nas pequenas organizações e em toda cadeia produtiva.  Teremos mais um custo para nossos vinhos? Afinal, o selo será comprado, colado, catalogado, controlado, comunicado, etc. Além de rótulos, contra-rótulos, cápsulas, tags, selos de indicação geográfica, teremos que explicar para o consumidor mais o Selo Fiscal?  Mais uma vez estaremos afastando nosso apreciador, empurrando-o para o consumo fácil de uma cerveja.  Vinho não é commodity,  não pode levar na sua imagem o mesmo selo usado em cigarros e em destilados. O amante do vinho não pode tirar um lacre que insinue que este produto está no rol dos possíveis criminosos fiscais.

    Tantos são os esforços para o reconhecimento do vinho brasileiro e o que estamos tentando fazer? Contribuir para que o Brasil se torne o país do vinho mais burocrático do mundo? Quem vai sobreviver a isto? Conversando com muitos produtores de vinhos, grande parte  não aceita a idéia deste selo, pelos motivos supracitados. Deve existir uma maneira menos agressiva de resolver nossos problemas. Quando tudo estiver pronto e decidido,  não adiantará reclamar. Temos que lutar dentro do nosso setor e divergir quando necessário.

O que sinto é que a cada dia o vinho brasileiro vai perdendo espaço para ele mesmo, vai perdendo a sua essência, transitando mais no papel do que na boca dos brasileiros. Uma pena.      

Luís Henrique Zanini - Enólogo



Escrito por Didú às 14h48
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Selo Fiscal 2

O tema do selo fiscal começa a esquentar, depois que a Camara Setorial aprovou sua adoção. Estou colhendo informações sobre as opiniões pró e contra e prometo voltar ao assunto. Eu deixo claro minha posição que é defender o vinho bom e barato. Isso é o que precisamos. Por que  no Uruguai se toma vinho de vitis vinífera, honesto, simples, mas de vites a U$ 1,50 ?. Por que não conseguimos? Outra coisa que defendo é que me sinto o próprio "Bozo" com sapatos enormes e nariz vermelho, quando pago em restaurantes 10 garrafas para beber apenas uma, sabendo ainda que quem fez o vinho ganhou apenas uma! Inaceitável, 9 garrafas ficaram pelo caminho com impostos, custo Brasil, ganâncias de intermediários. Vou sempre lutar contra isso. Outra coisa inaceitável é o contrabando e a falsificação, não tem cabimento Cartuxa a R$ 12, 00 em Recife não tem cabimento né?... brincadeira isso. Agora será que o selo resolve? É um avanço? Ou será que só encarecerá o vinho ao consumidor? E a imprensa não se interessa pelo assunto? Aguardem que voltaremos ao assunto com as opiniões contrárias.



Escrito por Didú às 11h33
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Vinhos da Califórnia, você já provou?

Na correria de ir para  FENAVINHO, me esqueci de contar sobre esses vinhos que degustei. Trata-se do projeto da novata Winelovers “Uncommon, Inexpensive, Inspiring” www.winelovers.com.br

Gostei da iniciativa pois no Brasil vinhos americanos ou são lá em baixo ou lá em cima, em qualidade e em preço, agora temos alternativas na faixa média. Degustei diversos vinhos, quase todos “Secondo Me” um pouco perfumados demais, aromas que não costumam vir apenas da uva e do terroir, mas muito mais da vinícola. A proposta deles é realmente “inspiring” pois os vinhos se situam quase todos entre R$ 40,00 e R$ 90,00. Meus destaques foram: Chardonnay Boogle a R$ 69,00 elegante, boa fruta, agradável. Petit Syrah Boogle a R$ 69,00 muito agradável, meu predileto da noite, fresco, frutado, sem exagero na madeira. Merlot Boogle R$ 69,00 também sem exageros, equilibrado, cerejas, bom mesmo. O Whaterstone Merlot também ótimo, a R$ 89,00 com bom equilíbrio, mais estrura que o anterior. Syrah Whaterstone a R$ 109,00 muito elegante e potente com tipicidade e presença da madeira.O Pezzi King Zinfaldel também entra na lista dos preferidos, a R$ 94,00 vinho muito elegante, pede comida, untuoso, floral, toques de amarena, foi o vinho que acompanhou o jantar. O Owl Ridge Cabernet Sauvignon, muito potente e equilibrado foi um dos campeões, austero e pedia mais, mas... R$ 188,00. www.winelovers.com.br



Escrito por Didú às 16h21
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Furo de reportagem no blogdodidu: Didú vai ser o editor do DEGUSTATE !

Gente, blogar não é mole e voce precisa de disciplina e estrutura também. Blogar de madugada voltando de um intenso dia de degustações, não é fácil não. E eu tenho blogado em duplicata pois a partir de 1º de março estarei em endereço novo e tenho que ir fazendo os posts em dois endereços e de forma diferente em cada ferramenta, seria melhor se os taninos estivessem menos polimerizados sabe... mas consegui acho que o resultado é bom, entrem no www.degsutate.com.br que já dá para dar uma olhadinha e ver se ficou bonito. Mandem sugestões pois a partir do carnaval será pra valer.



Escrito por Didú às 15h20
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Balanço final "Secondo Me" da Fenavinho

Depois de degustar exatos 108 vinhos, segue abaixo os destaques que “Secondo Me” valeram realmente a pena, seja pelo preço (principalmente) seja pela qualidade. Os jornalistas europeus foram categóricos: Vocês devem priorizar a exportação de Espumante Moscatel, que é menos doce e mais alcoólico que o Asti italiano que esta em queda na Europa. Outra coisa, tirem madeira de seus vinhos, priorizem a fruta e a jovialidade. Vamos ver se o conselho serve mesmo.

Vinhos recomendados pela ordem de visita ou degustação apenas:

Vallontano Merlot Reserva R$ 49,00 www.mistral.com.br
Barbera Angheben R$ 33,00 www.vincivinhos.com.br
Tannat Vallontano R$ 37,00
Touriga Angheben R$ 36,00
Chardonnay Virtude Salton (ainda sem preço definido)
Pinot Noir Volpi 2008 R$ 22,00
Caves Geisse Brut Nature 10 anos sur lies (www.amadeu.com.br)
Pinot Noir Miolo 2008 R$ 21,50
Terra Nova Reserva Cabernet Sauvignon/Tannat R$ 15,00
Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 R$ 45,00  O Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 ainda tem 1/3 de Alfrocheiro Preto que lhe dá mais elegância
Valduga Brut Natura  R$ 69,00
Valduga Premium Chardonnay R$ 24,00 O Vinho que está para ser lançado, Chardonnay Gran Reserva (R$ 46,00), provei das barricas e tem espetacular ataque, muito nobre e sedutor, floral, lanolina, manteiga, mel, maravilhoso, mas na boca falta acidez e fica pesado. Não dá para a terceira taça.
Anarnoa (Cruza de Merlot com Petit Verdot) Valduga R$ 46,00
Don Guerino Chardonnay R$ 25,00 AOC Vinhos R. Atilio Inocenti 970 SP Este espetacular produtor teve a coragem de envasar seus vinhos de qualidade em bag-in-box, com grande economia, um Chardonnay premiado na prova nacional de vinhos como o melhor Chardonnay sai por R$ 33,00 o bag de 3 Litros!! É para se ter sempre na geladeira. Os de 5 litros saem a R$ 35,00 !! Parabéns pela coragem e lição ao mercado. Duvido que denigra a imagem do vinho. Tomara que vendam tudo rapidinho.
Reserva dos Pampas 2004R$ 22,00 www.cordilheiradesantana.com.br
Emma Rosé (Don Guerino) R$ 20,00
Teroldego Don Guerino R$ 30,00
Cabernet Franc Valmarino R$ 48,00 www.valmarino.com.br
Dádivas Chardonnay R$ 35,00  55 AOC Vinhos R. Atilio Inocenti 970
Reserva da Serra Cabernet/Merlot R$ 28,00 AOC Vinhos Os vinhos do Lídio Carraro da linha Dádivas e Reserva da Serra vêm em bom momento para este produtor que tem habilidade rara para fazer excelentes vinhos, sem madeira, com personalidade e caráter, agora a um preço acessível. Parabéns, vai ajudar a bancar o posisicionamento de preços exagerados da linha Lidio Carraro.
Lídio Carraro Merlot R$ 80,00 AOC Vinhos
Singular Nebbiolo 2006 R$ 180,00 AOC Vinhos Os vinhos do Lídio Carraro são um espetáculo e mostram muita competência, gosto demais da família toda e seu posicionamento radical com o terroir, porém considero errado o posicionamento de preços deles. Eu sou barolista confesso e indico este vinho pela tipicidade que conseguiu e por sua qualidade que é excepcional,em terras brasileiras, mas sinceramente seu valor é fora de propósito.    
Maison Dachery 2005 R$ 40,00 Tel: (54) 3268-7422 Único produtor brasileiro de origem francesa e que mostra esse dna em seus vinhos que são elegantes e com dosagem correta de madeira. Vale experimentar.
Maison Dachery Milesime 2005 R$ 50,00
Maison Dachery Virtuoso 2005 R$ 60,00
Perini Tannat 2006 R$ 12,50 www.vinicolaperini.com.br
Chardonnay 2008 R$ 12,50 Vinhos descompromissados para o dia-a-dia, fresco, leve, boa acidez e barato. Para se encher a adega.
.Nero Espumante Moscatel R$ 25,00 www.domno.com.br
Gamay Dal Pizzol R$ 20,00 www.dalpizzol.com.br
Merlot 2006 Dal Pizzol R$ 25,00
Espumante Rose Dal Pizzol R$ 30,00
Espumante Moscatel Dal Pizzol R$ 30,00
Pizzato Chardonnay 2008 R$ 30,00 www.pizzato.net
Rose Fausto Merlot 2008 R$ 24,00
Pizzato Merlot 2005 R$ 30,00
Egiodola 2005 R$ 33,00
Alicante Bouschet 2004 R$ 33,00 Pizzato é hoje dos raros produtores brasileiros que “Secondo Me” sabem dosar madeira hoje em dia. Vinho que tem caráter, franco, não quer aparentar o que é. Seu Chardonnay voltou à velha forma e o alicante Bouschet é uma preciosidade para guardar por mais uns dez anos.





Escrito por Didú às 14h59
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O maior destaque da Fenavinho

Setor Vitivinícola do Rio Grande do sul

O maior destaque que vi na Fenavinho, certamente foi a integração do mercado do vinho. Confesso que fiquei maravilhado, pois pouco tempo atrás, muito pouco tempo atrás, a coisa era muito diferente. A maioria considerava seu vizinho concorrente e não perdia a oportunidade de um comentário maldoso “a soto voce”... eu ouvi e presenciei diversas vezes isso. Agora houve um milagre. Todos estão juntos, entendendo que devem trabalhar pelo vinho brasileiro. Muito disso, acredito vem do resultado espetacular do projeto do Wines from Brazil, entre outras atividades. Espero que esse entendimento de união do setor do vinho se estenda para todo setor de vinhos, pois ainda há gente que considera o vinho importado como concorrente. Quero afirmar aqui com toda convicção que o concorrente do vinho brasileiro é a CERVEJA e não o vinho importado. Mesmo o vinho importado barato não é concorrente. Entendam isso de uma vez. Abaixo um vídeo do Carlos Paviani explicando o “milagre”. Parabéns!



Escrito por Didú às 08h20
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Abaixo o contrabando!

Para quem é contra ao selo de controle fiscal, uma informação: O Brasil importou cerca de 29 milhões de litros de vinhos em 2008, porém o mercado absorveu outros 15 milhões!!!! contrabandeados ou falsificados. Um colega jornalista de Pernambuco me contou de garrafas de Cartuxa a R$ 12,00... alguém quer comprar?



Escrito por Didú às 08h12
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Mais taninos polimerizados

Danilo Ucha, de taninos polimerizados, é um dos principais jornalistas do Rio Grande do Sul, tem o blog cordeiroevinhobyucha.blogspot.com  Tive o prazer dedesfrutar de sua companhia na degustação dos vinhos do Lidio Carraro e aproveitei para lhe perguntar sobre o vinho brasileiro que ele conhece desde que era exportado apenas para fazer vinagre, veja o vídeo:



Escrito por Didú às 06h45
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