Blog do Didú


Uma nota TRISTE, muito TRISTE

Foi com grande tristeza que recebi a notícia que o Site do Vinho Brasileiro encerrou suas atividades por falta de apoio do setor e por profunda decepção com tantas pessoas. Recomendo a leitura no link acima que conta a história toda.

Eu acompanhei de perto esse trabalho da Karin e do Carlos Arruda e fiquei chocado. Uma pena . Mais um exemplo da IMATURIDADE do Setor do Vinho no Brasil.

Eles dizem num trecho:

Nesse momento em que decidimos encerrar a operação do Site do Vinho Brasileiro temos apenas 17 vinícolas participantes, às quais agradecemos vivamente o apoio:
Adega Chesini, Aurora, Botticelli, Casa Valduga, Cave de Amadeu, Cordilheira de Sant`Ana, Dal Pizzol, Dom Cândido, Don Laurindo, Lídio Carraro, Nova Aliança, Perini, Salton, Sanjo, Valdemiz, Valmarino, Vinícola Góes.

E num determinado trecho: "Um vinicultor de terno e sapatos italianos e uma Mercedes Benz estacionada chegou a pedir um “desconto” sobre os R$ 39,00."




Escrito por Didú às 12h54
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Espanhóis da Vínica a "50 Paus"

Recomendo esses tres espanhóis da Vínica, o tinto em especial, adorei com o intrigante nariz, com picles e azeitonas, boca fresca, delicoso para o dia-adia, também o branco e o rosé, vinhos puros, sinceros e abaixo de "50 Paus".

 



Escrito por Didú às 11h27
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Ótima dica a menos de "50 Paus"

Não percam essa dica. Tudo desse produtor é simplesmente impecável e olhem, abaixo de "50 Paus" heim... Na Premium Wines.

 



Escrito por Didú às 09h19
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Franceses de olhos arregalados com vinho brasileiro

 

A Lis e o Ramatis receberam na Enoteca Saint Vin Saint, alguns produtores franceses que eles conheceram na Expovinis. Como de hábito eles serviram algumas garrafas brasileiras das que eles gostam, para que os produtores conhecessem o que fazemos de bom. Um vinho provocou olhares arregalados de Vincent Chatelain do Domaine Chatelain e Jean Tatin do Domaine Tatin Quincy & Reuilly. O vinho brasileiro em questão era o FVLVIA Garagem Pinot Noir de Marco Daniele. Um orgulho nacional.



Escrito por Didú às 20h33
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O Chile e as Salvaguardas

Segundo a publicação VITIS Magazine do Chile:

 

BRASIL TIENE 6 MESES DE PLAZO PARA PRONUNCIARSE SOBRE APLICACIÓN DE SALVAGUARDIAS

Luego de la presentación oficial de la defensa de Chile ante el Departamento de Defensa Comercial (Decom) de Brasil, el presidente de Vinos de Chile René Araneda se mostró satisfecho del encuentro, ya que la secretaria de comercio exterior de Brasil, Tatiana Lacerda, les aseguró que “los estudios para llegar a una conclusión serán estrictamente técnicos y se van a apegar a las normas de la Organización Mundial de Comercio (OMC)”.

La defensa de Chile se basa en el Acuerdo de Complementación Económica N° 35 Mercosur-Chile, firmado en 1996, y que permitió llegar a un arancel cero para el vino chileno y para la carne bovina proveniente de Brasil a partir de 1 de enero de 2011, entre otros productos. “Lo que les hice ver a las autoridades es que este Acuerdo de Complementación Económica se firmó con un sentido: que Chile se especializara más en sus vinos, donde ha demostrado tener ventajas comparativas con todo el mundo, y Brasil exportara carne bovina, donde sí tiene ventajas”, destacó Araneda.

En caso de que el Departamento de Defensa Comercial (Decom) de Brasil falle a favor de la aplicación de salvaguardias, queda una instancia de apelación ante la OMC. Si no se obtuvieran resultados positivos, habría que determinar por cuánto tiempo se aplicarían dichas salvaguardias, período que puede extenderse hasta por 10 años.


Bem, então podemos ficar tranquilos, pois se a Secretária de Comércio Exterior do Brasil assegurou que os estudos serão absolutamente tecnicos e que respeitarão as normas da OMC, então o pedido já dançou, pois uma das regras que define a possibilidade de um pedido de salvaguardas pela OMC é tratar o setor como um todo e não uma fração desse setor.

Como o setor vinho brasileiro vai muito bem, no pedido de salvaguardas se separou os finos dos espumantes (que também são finos) e dos de mesa. Então já está em desacordo com a OMC.

Aliás, como é possível o Ibravin separar o vinho fino do vinho de mesa, se ele mesmo instituiu o mesmíssimo selo fiscal para um e para outro? Na ocasião eu denunciei isso como uma comunicação enganosa que desinformava o consumidor, pois o Sangue de Boi tem o mesmo selo do Lote 43 por exemplo. Então eles são ou não do mesmo setor?  Se são, não cabe o pedido, pois o setor vai muito bem obrigado, com 80% do mercado de vinho no Brasil.  PUUUUÔÔÔUUUUMMMMMM.



Escrito por Didú às 17h22
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O Presente de Don Jerez

É bem melhor um amigo rico do que um amigo pobre... E se esse amigo é generoso e se muda de uma casa enorme para um apartamento menor então?... Show. Assim meu Amigo Don Jerez, desfazendo-se de inúmeras garrafas raras, me presenteou com algumas. Uma delas, que você pode ver abaixo, que pelo aspecto acho que foi o avô dele quem comprou...

Trata-se de algo que nunca provei, um Solera Dulce Espanhola. Deve ser um tipo de PX, da Dalmau e Hermanos. Imagine isso. Ela está devidamente guardada na Enoteca Saint Vin Saint para abrirmos juntos em alguma noite de Flamenco. Don Jerez prometeu demonstrar nessa noite seu famoso e impetuoso sapateado flamenco no tablao. Olé!! Depois eu prometo contar como foi...


 



Escrito por Didú às 20h58
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Eduardo Angheben

Veja entrevista com Eduardo Angheben que fiz durante a Vini Vinci de 2011. Vale recordar. Saúde!

 



Escrito por Didú às 10h59
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O dia está para um Gran Caus do Penedes

Você conhece o Gran Caus? É um Penedés com 42% Merlot,  38% Cabernet Franc e 20% de Cabernet Sauvignon. Experiemnte, tem na Vinci na Rua Pamplona 917. E eles têm um Cava (espumante) também, que não provei mas fiquei curioso. Veja o Ciro falando do vinho.

 



Escrito por Didú às 09h55
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Carta Aberta da ABBA, ABRABE e ABRAS

Manifesto das entidades ABBA, ABRABE e ABRAS

 

Carta aberta

 

1. A ABBA – Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas, a ABRABE – Associação Brasileira de Bebidas e a ABRAS – Associação de Supermercados vêm a público manifestar seu posicionamento a respeito do pedido de salvaguarda contra a importação de vinhos, apresentado ao Governo por entidades que representam os produtores nacionais do produto.

2. Ao contrário do que se alega, a concorrência dos vinhos importados só beneficia as empresas nacionais, estimulando e ampliando a “cultura do vinho”, fundada na imensa variedade do produto. As restrições à entrada de vinhos estrangeiros no Brasil não aumentarão a competitividade do produto nacional e vão atingir o direito dos consumidores, diminuindo drasticamente suas opções de consumo. Pior, ocorrerá a elevação dos preços dos vinhos nacionais e importados. Alguns produtores brasileiros estão enganados quanto aos benefícios que irão obter com as restrições às importações, e seus argumentos são equivocados e distantes da realidade do mercado de vinhos no Brasil de hoje, cujos cidadãos aprenderam a apreciar o produto, justamente em razão de sua inata e imensa diversidade.

3. O prejuízo grave que as empresas nacionais alegam existir, de fato não se caracteriza e, eventuais dificuldades pontuais não tem relação direta com as importações. A alegada aceleração nas importações do 2o. Semestre de 2010, decorrente de um inexistente derrame no Brasil dos estoque de países europeus em crise é, no mínimo, falaciosa. Na verdade, neste período houve a antecipação das importações para evitar a obrigatoriedade de selagem dos vinhos, que seria exigida a partir de 1º/1/2011. O mesmo ocorre agora: as importações estão sendo antecipadas em razão das ameaças de restrições.

4. Não se sustenta a alegação de que a queda de 38,7% na produção nacional total de vinhos finos em 2010 decorreria do aumento das importações naquele ano. Inúmeros fatores que impactam a produção estão sendo desconsiderados. Há estudos científicos publicados sobre as condições climáticas desfavoráveis verificadas naquele ano e suas consequências nas áreas de produção de uva. Não existe o nexo pretendido, entre as importações e a queda de produção.

5. O pedido de salvaguarda for calcado em premissa equivocada, induzindo o DECOM ao erro quando opinou pela abertura de investigação. Não cabe segregar os vinhos finos dos vinhos de mesa e dos espumantes, se as empresas produtoras nacionais destes produtos e suas respectivas áreas de produção, são as mesmas. Ademais, em se tratando de vinhos e espumantes, o mercado consumidor também é o mesmo – e pode, inclusive, se sobrepor no caso dos vinhos finos mais baratos e dos vinhos de mesa. Considerado todo o mercado de vinhos finos, vinhos de mesa e os vinhos espumantes, os produtos nacionais detêm mais de 80% –  oitenta por cento! – do volume total comercializado no país.

6. Os mencionados vinte mil empregos oferecidos pelo setor produtor referem-se a toda cadeia produtiva de uva, da qual o vinho fino representa apenas 5,2% do total. A maior parte destes empregos concentra-se na produção de vinhos de mesa, suco de uva, espumantes e outros derivados da uva. Por outro lado, existem muitos milhares de empregos qualificados, nos restaurantes, hotéis, enotecas, publicações especializadas, cursos de vinhos, turismo, etc, gerados pela “cultura do vinho” a partir da multiplicidade propiciada pelas importações, que seriam drasticamente reduzidos com uma medida protecionista.

7. O vinho é um produto único, fruto da terra, do clima e da cultura do local onde é produzido. A conjunção desses fatores é determinante para sua diversidade. Por essa razão, o Brasil não tem condições de produzir um Borgonha, um Barolo ou um Rioja. Trata-se de questão de identidade, de vocação. Impossível substituir um Borgonha por outro vinho, nacional ou importado, com as mesmas características. Medidas protecionistas trarão irreparáveis prejuízos ao consumidor brasileiro, que ficará privado de opções, conhecimento e cultura que o vinho de outros países proporcionam como já ocorreu no passado, sem que isso tivesse aumentado a competitividade do produto nacional.

8. A ABBA, a ABRABE e a ABRAS creem que as autoridades envolvidas nos diversos pleitos que visam estabelecer restrições às importações de vinho (salvaguarda, elevação da alíquota do imposto de importação, que hoje já é de 27% e modificação das regras de rotulagem), não tomarão decisões arbitrárias, baseadas em fatos equivocados.

9. Por essa razão, ao invés da adoção de medidas protecionistas, prejudiciais a todos os setores envolvidos, propomos a criação de um grupo paritário, formado por produtores, importadores, consumidores e representantes dos governo, que ficaria incumbido de discutir e apresentar, no prazo de 90 dias, uma agenda positiva, com sugestões de medidas que levem a um significativo aumento de consumo de vinhos e redução de custos. O objetivo seria aumentar o consumo de vinhos no país, dos atuais 1.9 litros por habitante por ano para 2.5 litros por habitante por ano, no espaço de 4 anos, resolvendo o problema de que se queixam os produtores nacionais neste momento. A solução conjunta e equilibrada é urgente e necessária, uma vez que a adoção de medidas protecionistas causará um grave retrocesso na evolução da “cultura do vinho”, com prejuízos econômicos e culturais para todo o país, inclusive para os produtores nacionais.

10. A ABBA, a ABRABE e a ABRAS confiam que a ação governamental será no sentido de permitir a continuidade do crescimento de toda cadeia econômica e cultural gerada pelo vinho.



Escrito por Didú às 18h25
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A CEEV e a Inconsistência do pedido das Salvaguardas

Recomendo a leitura do texto integral do Comité de la Communauté économique européenne des Industries et du Commerce des Vins, Vins aromatisés, Vins mousseux, Vins de Liqueur et autres Produits de la Vigne (CEEV), sobre as inconsistências do pedido de salvaguardas ao vinho brasileiro que está neste link da Academia do Vinho



Escrito por Didú às 09h46
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Decanter Wine Show

 

Prepare-se pois o ano promete mesmo, vem aí o Decanter Wine Show 2012 com nada menos que 63 produtores de primeiríssima linha. Só para citar alguns, teremos:  Cigalas da Grécia, Simic da Eslovenia, Korta Katarina da Croácia, Gere da Hungria, Hiedler da Áustria, Dr. Heger e Weingut Künstler da Alemanha, Celler L’Encastel, Raventos i Blanc da Espanha (entre outros 10 espanhóis), Anselmo Mendes e Quinta de Plansel (entre outros 8 portugueses), Villa Russiz, Roca dele Macie, Pio Cesre, Franz Haas, Bedin (entre nada menos que 20 italianos), Jean Louis Despagne, Champagne De Souza, Delord,  Maison François Labet (entre 15 franceses). Que tal gente?

Seguindo os conselhos de Don Jerez, homem culto, nobre e por tanto educado e respeitador, informe-se nos sites dos produtores antes, para quando estiver com eles poder tirar maior proveito do encontro.

Lembro também que é bastante deselegante ir pedindo logo do vinho mais caro ao produtor. Não se faz isso. Cumprimente-o, pergunte sobre seus vinhos e experimente sempre a linha de entrada, você costuma se surpreender. E nunca é demais lembrar que sair alto é compreensível, mas embriagado é inaceitável...

Anote aí os locais e horários do encontro.

25/06 (segunda-feira): Rio de Janeiro – Rio Othon Palace

26 e 27/06 (terça-feira e quarta-feira): São Paulo – Hotel Tívoli

28/06 (quinta-feira): Porto Alegre – Hotel Sheraton

29/06 (sexta-feira): Belo Horizonte – Imperador Recepções e Eventos

Horário: 16h às 21h


 



Escrito por Didú às 22h18
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