Blog do Didú


Santa Martina, abaixo dos "50 Paus"

Não deixe de provar este toscano que vem pela Cantu. Produzido por Ambrogio e Giovanni Folonari, os mesmos que produzem uma maravilha chamada Baia al Vento, que arrancou suspiros no evento das Grandi Marchi d'Italia, este Santa Martina tem Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah e estagia em grandes botes de madeira Slavonia. É para encher a adega e ir tomando no dia-a-dia sem culpa, afinal custa R$ 30,00. Veja abaixo o produtor Giovanni Folonari falando do vinho.

 



Escrito por Didú às 08h02
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A Copa e o Vinho

 

Recebo uma nota da assessoria de imprensa do Ibravin que dá conta de que:

 

“O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recebeu nesta terça-feira (19), em Brasília, uma comitiva formada por representantes do setor vitivinícola nacional, liderados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). As lideranças entregaram ao ministro o pedido formal de apoio para que o vinho brasileiro seja o patrocinador oficial da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ao final do encontro, Rebelo garantiu que apoiará a proposta por entender que o evento esportivo será uma importante janela para o Brasil divulgar seus melhores produtos. "A Copa do Mundo não é somente o maior evento do esporte mundial, mas uma grande oportunidade para o nosso desenvolvimento, para mostrarmos nossas virtudes. Daí o interesse em apoiar a vitivinicultura nacional", destacou Rebelo.”

 

Por ser defensor do vinho brasileiro, mas não de sua política, eu gostaria de dar algumas sugestões ao governo e ao Ibravin:

 

1)     Transformar o excedente de vinho que o governo tem comprado todos os anos, que segundo Adriano Miolo representa 70% da produção nacional, e envasá-lo em copos ou taças descartáveis. Esse produto simples, poderia estar os pontos de dose, a cerca de R$ 1,00, afinal se tem pago R$ 0,57 o litro nos leilões. Aumentaria a base de consumidores e geraria experimentação.

2)     O governo poderia financiar pelo BNDES as cooperativas para fazer isso. Se eu tivesse capital estaria fazendo em associação com Ambev ou Coca Cola. Iria arrebentar de vender.

3)    O governo poderia isentar de impostos os vinhos brasileiros no período da Copa e das Olimpíadas para promover a degustação de nossos produtos pelos estrangeiros que estiverem por aqui, e por brasileiros também por que não, afinal temos excelentes produtos que custam caro pelo custo Brasil.

4)     Todos os visitantes deveriam ter a bordo de seus vôos vinhos brasileiros. É bastante estranho se chegar num país que vai sediar a Copa do Mundo, ou as Olimpíadas e não ter nossos produtos a bordo.

5)     Um vídeo de boas vindas falando de nossa cultura e mostrando nosso vinho, poderia ser interessante também para as companhias aéreas passarem a bordo. Temos muito o que mostrar e muito o que falar.

6)     Nos hotéis o mesmo, o vídeo de boas vindas no canal do hotel na TV e uma garrafa de vinho.

 

Qualquer dessas iniciativas seria muito mais importante para o consumo do vinho brasileiro do que ficar satanizando o importador ou querendo impor salvaguardas aos vinhos importados, tenham certeza.

 



Escrito por Didú às 11h06
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Grandi Marchi

Estive presente no excelente encontro do Instituto del Vino Italiano di Qualità Grandi Marchi em São Paulo no Hotel Unique, que é ótimo mas tem um estacionamento de preço exorbitante.

Acho deselegante não se oferecer o estacionamento a jornalistas, afinal eles darão um retorno que compensa com grande folga o preço do estacionamento que pesa em seus bolsos.

O evento muito bem organizado pela Alessandra Casolatto, foi presidido pelo simpático Giovanni Folonari da azienda do mesmo nome e que mais uma vez conseguiu arrancar suspiros com seu fantástico Baia al Vento. Ele discursou e nomeou todos os integrantes do Instituto Grandi Marchi que promove a qualidade e a diversidade dos ótimos e gastronômicos vinhos da Itália.

Todos têm muita esperança no Brasil, eu também tenho. Eu trabalho para que o brasileiro tenha vinhos de melhor qualidade e a melhores preços. O Brasil tem potencial imediato de multiplicar por dez o consumo de vinho. Basta ter uma comunicação adequada.

Falta a cultura do vinho ao nosso povo. O vinho não chegou na cozinha e precisa chegar. Essas maravilhas que pude provar com apresentação de Jorge Lucki, são vinhos para pouquíssimos consumidores brasileiros, uma elite que pode pagar o mais alto preço pago por um rótulo em todo o mundo.

Por força de impostos, taxas, burocracias, e corrupções de todo tipo,  no Brasil se paga por dez garrafas para se beber apenas uma. Isso em sua casa, se for em restaurante paga-se 16 garrafas para se beber uma. Essa é a relação entre o preço “ex-cellar” no produtor e o preço que pagamos na ponta do mercado.

É inadmissível e precisa mudar. O vinho não é produto da nobreza, o vinho é produto de um lavrador para uma pessoa como eu ou você. Um produto que faz bem à saúde e que deve fazer parte do cotidiano de nossas refeições e não apenas de nossas comemorações.

Para isso o governo deveria desonerar e desburocratizar o setor. Os importadores e os produtores brasileiros deveriam se entender e trabalhar em conjunto para o crescimento do mercado. Os excedentes de vinho que o governo tem comprado para destilar, deveria estar sendo engarrafado e distribuído nos supermercados e bares a preços baixos, como forma de incentivar o consumo de uma bebida que faz bem à saúde e assim contribuir para o aumento da base de consumidores.

Os italianos têm esperanças com o Brasil, eu também. Eu espero que transformemos o enorme consumo de lambruscos de qualidade mais que duvidosa em vinhos de qualidade como os das Grandi Marchi e tantos outros ótimos vinhos italianos. E isso é possível. Basta que o Brasil amadureça.

Abaixo você pode ver o vídeo da degustação, as palavras de Giovanni e de Lucki. Saúde.


 



Escrito por Didú às 11h00
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Le Café Gourmand

Eu gostei da idéia e acho que logo, logo, vai estar por aqui essa moda.

 



Escrito por Didú às 20h19
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Magnum e seus ótimos rótulos

A Cris Neves me convidou para conhecer os vinhos da Magnum e também seu proprietário Raphael Zanette, de Curitiba. O encontro foi ontem na gostosa Vino, onde os vinhos têm preços de loja, mesmo na mesa do restaurante.

Achei excelente o que provei e provei muito. Inclusive biodinâmicos, minha paixão. Gravei um vídeo com o Raphael a respeito desses dois produtores. Os vinhos da Magnum você pode encontrar na Boutique do Vinho. Recomendo e há alguns a R$ 55,00.


 



Escrito por Didú às 18h54
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Jorge Coderch Mitjans

Conforme pormetido de manhã alguns momentos de Jorge Coderch Mitjans, o homem que fez Oveja Negra, que já foi sócio da Miolo Wine Group onde ajudou a fazer o Sesmarias e o Quinta do Seival e que ainda pretende ter um grande vinho no Brasil. Ele esteve no Brasil a convite da Ravin para o lançamento do Caballo Loco Grand Cru.



Escrito por Didú às 23h10
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Caballo Loco "Grand Cru"

Ontem a Ravin e a Viña Valdivieso lançaram no Brasil os dois Caballo Loco Grand Cru, um de Apalta (o que mais gostei com 60% de Cabernet Sauvignon e 40% de Carmenère de vinhas com rendimentos de 3 cachos por videira) e outro de Maipo Andes (com 
Os vinhos não vêm no mesmo conceito do original Caballo Loco, que está no mercado com o nº 13. Caballo Loco é singular, ele mistura sempre 50% de uma safra com uma mistura de todas as safras anteriores. Assim, o nº 13 tem 50% de vinhos da safra 2008 e 50% das safras de 1990 a 2007. Um caso único no mundo do vinho.

A idéia é de Jorge Coderch Mitjans (Caballo Loco e Oveja Negra), que usou seu apelido para identificar esse vinho que faz muito que parece um europeu boladão, com muita fruta, estrutura, madeira, corpulento e muito sedutor.

Jorge é uma pessoa especial, autêntico e convicto de suas idéias, perguntei a ele se houve polêmica na escolha do nome Caballo Loco para esses dois novos vinhos "Grand Cru" que não misturam safras, mas retratam cada qual um terroir de onde saem também as uvas para o Caballo Loco original. Ele me disse que houve muita e que ele bancou a idéia, assumindo para si toda a responsabilidade por essa iniciativa digamos um tanto temerável em misturar conceitos e estilos de vinhos sob o mesmo nome.

Jorge foi sócio do grupo Miolo, mas depois vendeu sua participação por um bom montante, mas disse estar com muita vontade de investir em um novo projeto de vinho no Brasil, pois identificou uma área no RS que acredita poderá produzir um excelente vinho. Durante dois anos Jorge contribuiu ativamente para alguns vinhos da Miolo, como o Sesmarias e o Quinta do Seival. 

Rogério D'Avila que é vendedor na essência adorou e seu estoque acabou assim que chegou.  Provei dos dois vinhos que "secondo me" deveria ter mais madeira usada do que nova, que poderia deixá-lo mais elegante, preferi o do rótulo azul que é de ?

No vídeo que postarei apenas à noite por falta de tempo, você poderá conhecer o Jorge, em trechos de sua apresentação que fala de sua origem, como entrou no vinho, de sua pesquisa no início dos anos 80,  junto com a Universdade de Davis que levantou todas as características dos terroir do Chile e um histórico de 25 anos sobre clima, informações que ele tem exclusividade até o ano de 2018. Jorge falou também  de Caballo Loco. Aguarde. 



Escrito por Didú às 10h46
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La Grande Bouffe a Chablis



Escrito por Didú às 14h25
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Exogyra Virgula? Já ouviu falar?

Tem muita gente falando de terroir ultimamente, mas em Chablis terroir é coisa séria mesmo. Você já ouviu alguma vez falar de Exogyra Virgula? Pois em Chablis se ouve falar disso. Saiba o que é pelo senscional Eric Szablowski.

 



Escrito por Didú às 11h45
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Rebela, tradicional importadora paulistana está trazendo os vinhos Sutil do Chile, responsabilidade de Roberto Nese, conhecido no mercado do vinho (Sta. Helena e Gato Negro). O vinho já poode ser encontrado no site do importador e há opções desde o top ACrux, que é sensacional, até a linha reserva que está abaixo do "50 paus". Abaixo vídeo que fiz com Roberto Nese e o produtor durante a Expovinis 2012.

 



Escrito por Didú às 11h20
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A vida com elegância é muito melhor

A vida com elegância é muito melhor. Quando conheci Carlos Cousiño no jantar no D.O.M. ofercido pela Santar que traz seus vinhos, logo me identifiquei com ele. Elegante, simpático, culto, homem fino.

Degustamos seus vinhos delicosos, falamos da bodega, da familia, da importância dessa marca para nós brasileiros, afinal, foi com ela que demos nosso primeiro salto em direção a perceber que existiam vinhos gostosos de se beber feitos aqui pertinho, no Chile.

Bebemos e rimos e quando eu elogiei sua elegância e educação ele retribuiu o elogio dizendo que eu é que era elegante usando um "papillon", eu então não tive dúvidas, perguntei se ele as usava também e ele disse que sim, habitualmente, então desfiz o laço e dei-lhe a gravata. Carlos ficou lisonjeado e a noite terminou como nunca uma noite do mercado de parafusos poderia terminar... O Piotto inclusive gravou o momento e eu publiquei aqui o vídeo.

Pois não é que agora, voltando de minha maravilhosa viagem a Chablis, chego em casa e encontro um livro lindo da Macul e um "papillon" elegantérrimo como presente de Carlos? Como disse acima, a vida com elegância é muito melhor. Grazie amigo, espero logo poder reve-lo. Bacio.



Escrito por Didú às 09h39
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FVLVIA Garagem Pinot Noir MMXI

Volto a dizer que o melhor vinho brasileiro atualmente é o FVLVIA Garagem Pinot Noir de Marco Daniele.

Eu já achava isso da safra 2009 e agora pude comparar com a safra 2011 que ele alterou um pouco seu processo de vinificação usando parte dos engaços. Ficou mais elegante.

Essa foi também a opinião de José Luis Giorgi Pagliari, meu amigo "Don Jerez" que "secondo me" é o mais sério degustador do pedaço e que provou às cegas essas duas garafas hoje. O vinho foi decantado duas horas antes de servido, o que aliás deveria ser feito com qualquer vinho com menos de 20 anos.

Eu já provei muito Bourgogne inferior ao FVLVIA do Marco Daniele, inclusive recentemente lá em Chablis onde passei uma semana aprendendo sobre "Climat".

Esse rapaz deveria ser apoiado e não criticado, pois ele sabe fazer vinho e é crítico de si mesmo. Mudar um sucesso que foi o FVLVIA 2009 não é para qualquer pessoa. E o mais interessante é que as uvas não são suas o que mais me chama a atenção ainda. Lis e Ramatis (o nobre) preferem o 2009, o Demian (o sensato) e o Gibran (o Viking) gostarm dos dois.

Vale notar que eu abri diversos vinhos que trouxe da viagem e os dois FVLVIA estavam nos decanter e ninguém sabia do que se tratava, mas a Lis, o Ramatis e o Gibran disseram que o 2009 parecia o FVLVIA... estão bem de faro e de boca. O casal da Enoteca Saint Vin Saint porém preferiu o estilo do 2009 que consideraram com mais "pegada", encontraram traços lácteos no 2011 e consideraram moderno em relação ao 2009.

Eu adoro os dois e considero o segundo mais elegante. Se vale minha recomendação compre uma caixa e vá abrindo uma por ano. Abaixo o vídeo. Saúde.


 



Escrito por Didú às 22h10
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